La palabra propia. Sobre la critica literaria ensayistica y el intelectual co...

La palabra propia. Sobre la critica literaria ensayistica y el intelectual co...

Instituto de Ciencias

La palabra propia. Sobre la critica literaria ensayistica y el intelectual como sujeto de enunciacion (1970-2008)

Crítica, ensaio e intelectuais constituem instâncias ligadas em práticas e processos culturais concretos, mas não sempre aparecem inter-relacionadas na bibliografia que aborda essas instâncias desde distintas áreas do saber (lingüística, crítica, história das idéias, etc.). Em nosso caso consideramo-las dimensões complementares no estudo da crítica literária ensaística local e do intelectual crítico compreendido como papel discursivo, no período 1970 - 2008. Definimos o problema de pesquisa articulando duas questões do campo: i) a advertência do risco de desaparecimento da especificidade da crítica literária sob o domínio dos estudos culturais e a necessidade de redefinir essa especificidade (Sarlo 2003a); ii) a descrição do seu processo histórico como uma passagem da crítica literária à crítica cultural da literatura e, de lá, para uma crítica literária da cultura (Dalmaroni, 2000a). Em relação com isto, a questão da especificidade pode se pensar como tema de contrapontos situados e como ferramenta para a definição de perspectivas e na conseqüente pugna pela sua hegemonia. Neste quadro, identificamos na passagem mencionada algumas variações de um tipo de subjetividade discursiva associada ao papel comunicativo do intelectual crítico e, portanto, à questão da perspectiva. As hipóteses gerais são as seguintes (indicamos os autores aos que correspondem as categorias utilizadas): i) a perspectiva literária é um traço estilístico do ensaio (Bajtin, 1998 [1952-3]) e de um correlativo modo de interpretar/ler, sustentados ambos como valores do campo (Bourdieu, 2008 [1984], 1995 [1992]); ii) essa perspectiva literária define-se em relação com, ao menos, duas tradições discursivas: uma, própria da teoria e da crítica literária, construída na apropriação de diferentes concepções de escritura crítica que transvasam o nacional; outra, que articula as formas, próprias do ensaio, do solilóquio, diálogo e conjectura com as do ensaio de interpretação do nacional (Rosa, 2003b); iii) as tensões condensadas nos ensaios críticos (Angenot, 1982; Weinberg, 2004b, 2007) expressam e constroem tensões de uma subjetividade discursiva, correspondentes aos modos em que os intelectuais entendem o seu papel comunicativo e aos contextos nos que enquadram a sua atividade nas distintas etapas do período estudado (Altamirano, 2013 [2006]). Levando em conta fatores exógenos e endógenos propomos pontos de inflexão (Jitrik, 1999) respeito do período estabelecido em relação com a passagem da crítica, e analisamos: i) estratégias dos atores no campo, principalmente pensados em torno a revistas literárias ou culturais, e eventos que permitissem os considerar em una dinâmica coletiva, e ii) estratégias de escritura crítica ensaística e modos críticos de ler diferentes objetos literários, culturais e políticos, mas, sobretudo, modos nos quais a crítica se lê a sí mesma. Identificamos quais tradições são selecionadas (Williams, 1976 y 1977), particularmente, quais tradições discursivas (Oesterreicher, 2000, 2001a, 2002; Kabatek, 2003 y 2004) são atualizadas a cada vez, como e com quais finalidades. Rastejar presença, construção e função de tradições do discurso implica o trabalho sobre os textos através da metodologia da análise de corpus (López Casanova, 2011, 2013), que integra leitura de elementos formais e particularidades de distintos contextos (Altamirano, 2013 [2006]; Skinner, 2007 [2002]) sem cair na ilusão do reflexo: partimos, por outro lado, de noções como configuração (Bourdieu, 1995 [1992]) e estrutura de sentimento (Williams; 1997 [1977]). A análise exibe rasgos históricos da crítica interatuando com uma história mais ampla em termos culturais e políticos. Conformam os corpora: ensaios publicados em revistas literárias e culturais (Crisis, Los Libros, Literal, Babel, Punto de Vista, El Ojo Mocho, etc.), prólogos, resenhas, notas editoriais, comunicações apresentadas em eventos mais ou menos especializados do campo, e ensaios con formato livro. Estabelecemos 1970 como início do período levando em conta a relação entre prática política e prática crítica, sobretudo em a sua orientação metacrítica (Terán, 1991; de Diego, 2003 [2001]; Panesi, 2004 [2001]; Sarlo 2003b), como rasgo distintivo da “nova crítica”, cujo expoente destacado é Los Libros (1969-1976) (de Diego, 2003 [2001]; Panesi, 2004 [2001]; Peller, 2007, 2008). A respeito da data final do período, estabelecemos 2008 considerando o ano de fechamento de Punto de Vista, revista que, em vários sentidos, concretizou o projeto inicial de Los Libros e o reconduziu a um segundo momento de modernização crítica com uma vasta influência nos anos posteriores (de Diego, 2003 [2001]: 142; Patiño, 2008). Cabe aclarar que não estudamos intelectuais ou revistas como objetos particulares, si não algumas operações que revelam distintas construções do intelectual como determinado tipo de subjetividade discursiva ensaística, e os seus perfis em relação com pugnas de perspectivas críticas. Com estes fins decidimos que as etapas de Punto de Vista (Patiño, 1997, 1998, 2008; Pagni, 1993 y 1996; Vulcano 1999; de Diego, 2003 [2001]) articulem metodologicamente o nosso trabalho; nos correspondentes capítulos reconsideramos a delimitação de cada etapa. A tese organiza-se em cinco capítulos. No primeiro definimos o problema da pesquisa em relação com as discussões do campo sobre a questão da especificidade crítica e propomos conseqüentemente um enquadramento próprio que entrecruza as categorias mencionadas (ensaio, crítica, intelectuais, e outras). Desde o segundo capítulo até o último distribuímos diacronicamente os materiais de análise: primeiros anos setenta (Capítulo II); 1974-1982 (Capítulo III); 1982-1990 (Capítulo IV); 1990-2008 (Capítulo V). No eixo temporal Los Libros/Punto de Vista, as etapas estão desenhadas em torno a tópicos e estratégias discursivas que permitem observar seleção, reapropiação e combinação de tradições na tramitação de herança e legados, e na construção de discursos críticos como valor. Finalmente, através das análises realizadas, pudemos corroborar as hipóteses gerais expostas e as particulares que se desagregam em cada capítulo.

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